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Ah ! Les bébés ! | francês para crianças

A equipe OFTB só cresce! Já repararam quantos bebês essa grande família ganhou nos últimos tempos?

Quantos de nós tivemos filhos nos últimos anos (sobretudo, nos últimos meses) e quantos estão, neste momento, esperando pela cegonha… Grávidos e cheios de expectativas, com sonhos e projetos, muitas vezes longe do país de origem, nos perguntamos como educar ou alfabetizar uma criança bilíngue (ou poliglota). 

Pensando nessa questão e em várias outras que muitos pais e mães nos enviam sempre, resolvemos nos dedicar a entender alguns pontos-chave que podem auxiliar no desenvolvimento de métodos simples de aprendizado para nossos pequenos. Além disso,  Céline produziu um vídeo lindo, cheio de dicas e sugestões de músicas que ela vem descobrindo pouco a pouco, desde que adentrou o mundo da maternidade.

A partir de sua experiência de descoberta com a pequena Maëlle que acaba de completar três meses e já tem sua música preferida, nossa prof préférée nos traz uma lista de músicas infantis (da sua infância e atuais), comparando as gerações e nos conta como está lidando com a educação bilíngue em casa!

Confiram as músicas recomendadas! Vocês vão amar! 

 Vejamos cinco questões norteadoras que podem esclarecer algumas dúvidas compartilhadas entre aqueles que pretendem propiciar o aprendizado de seus filhos desde os primeiros momentos de suas vidas… 

Mito, verdade ou nenhum dos dois?

1. Ao introduzir um outro idioma nos primeiros meses de vida da minha criança posso confundir a cabecinha dela?

Mito! De antemão, uma importante constatação: todo bebê é potencialmente poliglota.

A ideia parte de conclusões obtidas em longas pesquisas – na área da neuropsicopedagogia – que afirmam que os bebês são totalmente capazes de ser introduzidos a mais de uma língua. Estas pesquisas pretendem ir mais longe ao apontar possíveis métodos de imersão que abrangem o aprendizado desde os primeiros meses de vida da criança. Inclusive, enfatizam que é durante os três primeiros anos que se cria o campo fértil para que isso aconteça de forma natural.

2. Crianças bilíngues demoram mais para falar?

Mito! Primeiro é preciso esclarecer: toda criança tem seu próprio tempo. Não há nenhuma comprovação que o bilinguismo seja motivo de atraso na fala – ou qualquer outro tipo de atraso cognitivo. Ao contrário disso, acredita-se que o contato com idiomas diferentes da língua materna – durante esse período inicial de desenvolvimento da criança – estimula uma variedade de conexões que são formadas no sistema nervoso central, levando os bebês que estão expostos a mais de uma língua a vantagens cognitivas, tais como a capacidade de raciocínio, memorização e planejamento.

3. Quando os pais da criança possuem nacionalidades diferentes, é preciso escolher um idioma a ser falado em casa?

Não existe – não necessariamente – uma regra para isso! Toda criança é totalmente capaz de entender e se fazer entender em mais de um código linguístico. Na verdade, o interessante é poder criar o ambiente propício para que ela possa se desenvolver de forma natural, de acordo com a sua realidade prática, seu contexto de vida.  

Existem casais formados por duas pessoas que têm línguas maternas diferentes. Muitas vezes, se conheceram e se relacionaram em um contexto de imigração – ou por outro motivo, formaram suas famílias longe de seus países de origem –  e vivem em um país em que se fala outra(s) língua(s). Outrora, compartilham a mesma língua materna, mas que tiveram e criaram seus filhos em outro país.

Enfim, uma variedade imensurável de realidades pode acarretar em uma multiplicidade de métodos (e experiências, claro) que podem auxiliar na educação de crianças bilíngues. O interessante é que se tenha em mente qual a língua a ser privilegiada – de acordo com a realidade de vida de cada criança, claro – mas, que uma segunda, uma terceira, uma quarta língua podem ser inseridas no contexto de vida de todas elas sem medo! Enfatizamos: toda criança é capaz de aprender!

4. Minha filha/meu filho confunde e mistura palavras em diferentes idiomas. Isso é preocupante?

Nada preocupante. Na verdade, isso tudo já é esperado. Afinal, é um processo de aprendizado… e como todo processo, leva tempo e prática para se realizar. O interessante é deixar claro que quanto mais cedo for o contato com outras línguas e quanto mais intenso e frequente ele for, mais rapidamente a criança poderá se comunicar em mais de uma língua.

Portanto, esta imersão na realidade linguística deve ocorrer desde muito antes de o bebê balbuciar os primeiros sons. Pois quanto mais o pequeno estiver em contato com a(s) língua(s), mais ele a(s) dominará.  Enfim, tal como o aprendizado da escrita, o aprendizado da fala – em uma ou mais línguas – também demanda tempo e o ato de misturar palavras ou mesmo confundi-las é completamente normal. 

5. Como a língua estrangeira deve ser introduzida na rotina do meu bebê?

Há várias possibilidades de caminhos a serem tomados, sobretudo, pelo viés lúdico. Na realidade, qualquer processo de aprendizado pode ser mais interessante – e até mais eficaz – quando parte da realidade daquele que aprende e abarca metodologias que vislumbrem os diferentes meios de comunicação, as novas mídias, bem como jogos, brincadeiras, histórias em quadrinho, fantoches, enfim, todos os tipos de arte, especialmente a música (para bebês e crianças).

Assim, Céline preparou pra gente uma lista com algumas canções para quem gostaria de iniciar a imersão de seus pequenos, mas também para aqueles que querem treinar o francês e enriquecer o vocabulário de forma “fácil” e divertida. 

Algumas dessas músicas foram descobertas recentemente e levaram à uma gama inimaginável de canções africanas para bebês (comptines africaines) que contam com uma variedade de ritmos e cores incríveis

Além disso, são músicas que ensinam bem mais que uma língua, essas canções incentivam a comer, ao amor pelos animais, pela natureza, ao próximo… à convivência social, abrangendo as mais variadas culturas e histórias dos diferentes países francófonos africanos. 

Falando em família, seguem as indicações do João, da Maëlle e da Céline:

A primeira é a preferida do João e ela diz assim: Viens manger ! Viens, viens, viens manger ! [Venha comer! Venha, venha, venha, comer!]

A segunda recomendação é da própria Céline, que tem duas canções prediletas. São elas: Joli Calao [Lindo pássaro (tucano)] e À pas de chenille [A passos de lagarta].

Por último, e não menos importante, a indicação da Maëlle (claro, a opinião que mais importa =D) que tem como música preferida a canção Ah ! Les crocodiles ! [Ah! Os crocodilos!].

Enfim, esta é apenas uma amostra do riquíssimo universo das canções infantis em francês que vem se renovando de geração em geração e contribuindo para o aprendizado de línguas e também à construção da identidade de todos envolvidos no processo.

 

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